segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Análise Crítica: Estado laico, será mesmo?


Estado laico significa um país ou nação com uma posição neutra no campo religioso. Também conhecido como Estado secular, o Estado laico tem como princípio a imparcialidade em assuntos religiosos, não apoiando ou discriminando nenhuma religião. 
Um Estado laico defende a liberdade religiosa a todos os seus cidadãos e não permite a interferência de correntes religiosas em matérias sociopolíticas e culturais. 
O Brasil é oficialmente um Estado laico, pois a Constituição Brasileira e outras legislações preveem a liberdade de crença religiosa aos cidadãos, além de proteção e respeito às manifestações religiosas.

Sendo assim, o Brasil não deve permitir que qualquer religião interfira em assuntos sociopolíticos e culturais como também não deve apoiar ou discriminar qualquer religião. Vejam o quanto isso é importante, se o Estado apoiar uma religião, estaria desfavorecendo e discriminando outra, portanto, cabe ao Estado não apoiar nem discriminar nenhuma, deixando esse assunto para a esfera privada.

Vemos a presença desse termo constantemente quando o assunto é ensino religioso, "Deus seja Louvado" nas notas do real e nos crucifixos em departamentos públicos. Vamos entender um pouco mais sobre cada um desses assuntos:

É obrigatório o oferecimento do ensino religioso nas escolas públicas, sendo de matrícula facultativa. O parágrafo 1 do artigo 11 do documento assinado pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva explica melhor isso:

“O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação”.

Temos dois pontos de vista: Se o Estado é laico ele não deve se envolver com assuntos religiosos, e , sendo a escola pública parte do Estado, ela tem de ser laica. Infelizmente, vemos constantemente casos de professores de matérias que não tem nada haver com religião induzindo seus alunos a rezar o Pai Nosso, vemos que no mundo real, o ensino religioso passa longe do idealizado entre seus apoiantes. Qualquer influencia a determinada religião específica dada pelo Estado principalmente para crianças e adolescentes estaria gerando discriminação para os que não são desta religião.

Porém também temos o outro lado, que é o da pluralidade de ideias. Sem qualquer proselitismo e qualquer tipo de discriminação quanto a outras religiões ou até mesmo o agnosticismo e ateísmo cabe ao aluno refletir e determinar suas opções e ideias sobre o assunto, além de ensinar o respeito com pessoas de religiões diferentes. No entanto, o tema tem de ser visto exatamente desta forma, sem influenciar o aluno a seguir determinada religião, caso contrário estaremos condenados a ver nas escolar públicas o completo oposto do sugerido: lavagem cerebral.

É uma questão que deve ser ponderada com cuidado, os professores responsáveis por essa disciplina devem ter a cabeça aberta para diferentes religiões e formas de pensar, o que eu tenho muito medo de não acontecer em boa parte dos casos. E isso seria grave pois estaria influenciando o aluno a uma determinada religião. Minha opinião: Num país de extrema maioria cristã, onde já vi casos de professores das mais diferentes matérias "ensinando" o cristianismo, acho que seria demasiadamente arriscada uma proposta desta. Acho que é menos pior não ser "ensinado" qualquer tipo de religião, pois acredito seriamente que se restringiria a não mais que três religiões.

Quanto ao "Deus seja Louvado" nas notas do real, não faz sentido nenhum ter isso, pois, sendo o Estado Laico, pergunto aos politeístas se isso não seria uma forma de discriminação para com eles, já que não são "Deuses sejam Louvados", certo? Portanto, além de ser algo que vai contra o Estado laico, ainda "discrimina" quem acredita em mais de um deus e é absolutamente desnecessário!

Queria destacar os argumentos usados pelo juiz da Justiça Federal de São Paulo:

Na decisão, o juiz diz que não lhe parece ser "um direcionamento estatal na vida do indivíduo que o obrigue a adotar ou não determinada crença, assim como também não são os feriados religiosos e outras tantas manifestações aceitas neste sentido, como o nome de cidades". 
O juiz contra argumentou dizendo que "não foi consultada nenhuma instituição laica ou religiosa não cristã que manifestasse indignação perante as inscrições da cédula e não há notícia de nenhuma outra representação perante o Ministério Público neste sentido". Para a Justiça, a "alegação de afronta à liberdade religiosa não veio acompanhada de dados concretos, colhidos junto à sociedade, que denotassem um incômodo com a expressão 'Deus' no papel-moeda".
O que eu me pergunto é: Ok, não lhe parece afetar nenhum direcionamento na vida do indivíduo, mas esse "parece" não é arriscado? Não é uma hipótese que parece não tão bem fundamentada? Sendo o Estado laico, ele simplesmente não deveria estar se colocando em qualquer posicionamento religioso! Não importa se isso está alterando a vida das pessoas ou não, ele simplesmente não deve!

Essa foi a opinião de Rachel Sheherazade sobre o tema:

Liberdade, honestidade, respeito e justiça são todos princípios do cristianismo. O mesmo cristianismo que vem sendo perseguido pelos defensores do Estado laico. Intolerantes, eles são contra o ensino religioso, são contra as cruzes em repartições públicas e agora voltaram a sua ira contra a minúscula citação nas notas de Real. É, no mínimo, uma ingratidão à doutrina que inspirou nossa cultura, nossos valores e até mesmo a nossa própria constituição promulgada sob a proteção de Deus.

Não é lugar para se agradecer a uma doutrina religiosa, as pessoas ficam presas ao simples fato do "Não está direcionando o indivíduo a uma determinada crença", mas não enxergam que na nota do real ou em qualquer outro meio que é parte do Estado não é lugar para isso, pois o Estado é laico. Pensando assim, intolerantes são os que não aceitam isso como verdade, que defendem uma coisa que eles mesmos dizem que é apenas uma citação minúscula e sem valor de influência, se é sem valor de influência e gera toda essa contradição com o Estado laico, não entendo por que defender a presença dessa citação nas notas do Real. A lógica deles pode ser completamente invertida. E se tivermos que agradecer tudo que inspirou nossos valores e cultura, não sobraria espaço livre nas notas.

Os mesmos argumentos servem para os crucifixos:

O Brasil tendo o Estado laico implica que órgãos e repartições públicas não devem ostentar símbolos religiosos. Então crucifixos ou quaisquer símbolos religiosos (de todas as religiões) devem ser retirados das paredes ou locais de destaque das repartições.

Não vou me aprofundar pois este post já ficou demasiadamente extenso.

Links:

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Resenha: Metrô 2033


Hoje vamos falar um pouco sobre literatura, fazia muito tempo que queria ler esse livro e depois de quase um mês consegui terminá-lo. É complicado resenhar a odisseia de Artyom por entre as inúmeras estações do metrô de Moscou. Mas tentarei mesmo assim.

Imagine um mundo devastado por uma guerra nuclear, um mundo em que o único lugar seguro para se viver é nas profundezas do metrô de Moscou, na Rússia. Além da superfície extremamente nociva e tóxica para os seres humanos, em que a ida até lá é algo feito por poucos e que só pode ser realizada usando equipamentos específicos, existe a ameaça dos mutantes, criaturas que são filhas da destruição humana, que hoje são as que governam a superfície da Terra. São seres que não passaram pelo filtro da seleção natural e que agem seguindo os instintos elementares, sobreviver e reproduzir.

Em VDNKh, que é a estação do nosso protagonista, surge um mal capaz de ameaçar o metrô inteiro, essa ameaça, até então não descrita com detalhes atrai um caçador (caçadores são pessoas com grande experiência militar e altamente treinados) e que recruta Artyom para que se caso ele não voltasse de sua expedição na tentativa de impedir esse mal o mesmo teria de ir até Polis - uma das únicas estações em que a cultura e os livros são realmente valorizados e que pode auxiliar VDNKh. Isso é o básico, porém não se iluda que será uma caminhada rápida e cheia de ação, esse é um dos livros mais subjetivos e melancólicos que já li.

Desde o começo, percebe-se claramente o pesado e frio clima do livro, é um livro desesperançoso, triste e até mesmo angustiante. A análise do psicológico do protagonista é desde o começo muito minuciosa e detalhista, sentimos todos os seus medos, suas angústias, sua incerteza e ao mesmo tempo sua extrema força de vontade e determinismo. Artyom ao embarcar nessa jornada, encara situações nunca nem imaginadas por ele, conhece pessoas das mais diferentes personalidades e posicionamentos. É interessante como nos identificamos com ele, aliás, você se sente como se fosse o personagem, ele é quase palpável de tão real. Durante todo essa viagem, as pessoas com quem Artyom se encontra dão a impressão de que o estão transformando e o moldando no que ele precisará ser no final da mesma, é uma jornada acima de tudo filosófica, envolvendo elementos aparentemente metafísicos e sem explicação além de uma boa base de subjetividade e exploração dos sonhos e da alma do personagem principal.

O ambiente e o clima do livro são extremamente bem trabalhados e ricos em detalhes, as estações e os túneis ao serem descritos nos dão uma total visão dos acontecimentos e de sua atmosfera. O metrô é visto como um organismo, um ser manipulador, gigante, obscuro e misterioso, seus habitantes tem a impressão de estarem sendo observados o tempo inteiro, os túneis espalham medo e rumores dentre seus viajantes. Cada personagem é único, cada um com seus ideais, suas crenças e seu modo de enxergar suas desgraças, as estações refletem a condição sub-humana de vida de seus poucos e maltrapilhos habitantes. São sujas e desorganizadas. As crenças são algo de constante debate no livro, e pra quem, como eu, curte o assunto é um prato cheio. A visão simplista de Artyom sobre seu mundo nos leva a refletir junto com ele e tais reflexões (que vão além das crenças e cultura) englobam muito do que ocorre nos dias de hoje.

Apesar de todos esses pontos positivos, em certos momentos o livro é confuso, causado pelos inúmeros nomes em russo, além disso outro fator que atrapalha é a PÉSSIMA tradução do livro e os constantes erros gramaticais, é vergonhoso que uma editora do tamanho da Planeta, faça isso com um excelente livro.

Mas já adianto, quem for ler tem de estar com vontade, pois é pesado e extenso, com muitos detalhes, poucos diálogos e muita introspecção. Eu achei o final desse livro fantástico, tudo se encaixa e o grande mistério que o cerca desde o começo é desvendado como uma cortina puxada, de forma brusca e surpreendente.

Apesar de ser extenso e muitas vezes cansativo, admito que seja uma leitura obrigatória para qualquer um que goste de uma boa dose de clima pós-apocalíptico com muitos detalhes e constante análise do interior do personagem. 


RECOMENDADO!

Metrô 2033, Dmitry Glukhovisky, Editora Planeta, 415 páginas.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Ceticismo... Bom, Ruim ou Necessário?

Ceticismo é um termo que significa descrença ou incredulidade. Um indivíduo cético caracteriza-se por ter predisposição constante para a dúvida.
Quando era criança, a impressão que eu tinha de uma pessoa cética não era boa, era uma pessoa materialista, que não consegue acreditar em nada que não vê (sim, com os olhos) e que por causa disso, vive infeliz. Fico feliz por conforme eu fui crescendo e sendo exposto a novas situações entendi que ser cético é algo necessário e bom.

O que é ser cético?

Complementando a citação do início do texto, ser cético é ser questionador, é não aceitar algo como uma verdade absoluta, mas sim pegar essa suposta verdade e fragmentá-la, estudá-la, entende-la. Não existem verdades inquestionáveis ou verdades impassíveis de dúvidas!

Ok, mas por que ser cético é algo necessário?

O Ceticismo seria o extremo oposto do Dogmatismo, em que dogma significa verdade absoluta. Se diante de um acontecimento que foge de nossa compreensão não buscarmos entende-lo, se diante de uma suposta verdade, não buscarmos questioná-la seremos escravos de uma mente limitada e fechada e, principalmente, seremos ignorantes. Nenhuma verdade é absoluta, tudo é questionável!

Ser cético é ruim, “O ceticismo é um lento suicídio.”  como disse Ralph Waldo Emerson!

Eu estava procurando imagens sobre o assunto e achei essa frase. Sem o contexto no qual foi aplicada seria um gravíssimo erro meu condená-la.

Mas como eu sei que esse é um pensamento ocorrente em muitas pessoas, vou explorá-lo um pouco. Em primeiro lugar, todo mundo é um pouco cético, isso é um fato, se eu lhe dissesse que fiz uma torta voadora, você duvidaria e, provavelmente, se eu insistisse nessa ideia, você argumentaria sobre o quão improvável isso é, já que eu não tenho qualquer evidência ou prova para justificar minha afirmação. Ao duvidar e ao buscar evidências para sustentar sua afirmação você esta fazendo uma análise crítica, e ao fazer isso você esta sendo cético. Em segundo lugar, a análise minuciosa e crítica de eventos, se usada com bom-senso, só tende a nos ajudar, a nos tornar mais sábios e mais disciplinados.

Para não dizer que não mostro o lado "ruim" do ceticismo, coloco esse texto de Carl Sagan:
Se você for somente cético, então nenhuma ideia nova chega até você. Você nunca aprende nada de novo. Você se transforma em um velho excêntrico convencido de que besteiras governam o mundo (evidentemente que há muitos dados para lhe dar apoio.). Mas, de quando em quando, talvez uma vez em cem casos, uma nova ideia acaba acertando, válida e maravilhosa. Se você estiver no hábito demasiado forte de ser cético com tudo, você não a perceberá ou se sentirá agredido, e de qualquer maneira estará barrando o caminho da compreensão e do progresso. 
Por outro lado, se você estiver aberto ao ponto de ser crédulo e não tiver um grama de ceticismo, então você não conseguirá distinguir as ideias úteis das sem valor. Se todas as ideias tiverem validade igual então você está perdido, porque então, me parece, nenhuma ideia tem validade alguma. 
Algumas ideias são melhores que outras. O aparato para distingui-las é uma ferramenta essencial para lidar com o mundo e especialmente com o futuro. E é precisamente a mistura dessas duas modalidades de pensamento que é central ao sucesso da ciência.
Acho que não tenho mais nada a dizer, o último parágrafo é a síntese de tudo o que eu disse acima. Como sempre, o bom-senso é a melhor ferramenta.

Ceticismo e Ateísmo tem alguma relação?

É comum as pessoas confundirem ceticismo e ateísmo, mas apesar de um ser - quase sempre  - consequência do outro, não são a mesma coisa. Ora, se ceticismo é uma predisposição constante para dúvida, como podemos ter fé, se fé é algo não fundamentado em fatos? Como podemos acreditar em algo que necessariamente é uma verdade absoluta, um dogma?. Veja a definição de fé:
Ter fé é crer firmemente em algo, sem ter em mãos nenhuma evidência de que seja verdadeiro ou real o objeto da crença.
Ser ateu é uma consequência não obrigatória (explico abaixo) de ser cético.

Ser cético é ser questionador, e através desse questionamento você pode chegar a conclusão que Deus não existe. Ser ateu é não crer em Deus e não, necessariamente, ser questionador.

Todo cético é ateu?

Não necessariamente. Mas é muito relativo, não importa a conclusão em que você chegará, desde que essa conclusão tenha sido obtida a partir uma análise crítica do assunto, na realidade, o que importa é questionar a existência de Deus, não significando que depois desse questionamento você será ateu. Ser cético não significa ser ateu!

Bibliografia e para mais informações:

http://www.gatilhodamudanca.org/2013/01/ceticismo-uma-postura-necessaria-para.html
http://www.significados.com.br/ceticismo/
http://sociedaderacionalista.org/2012/08/08/o-onus-do-ceticismo-por-carl-sagan/

-----------------------------------------

Acho que consegui explicar tudo o que queria sobre o assunto, sinto muitas vezes uma confusão e até mesmo um desprezo por esse meio de pensar, e acho importante que as pessoas entendam um pouco mais sobre o assunto, para assim não gerar preconceitos que esses sim são ruins e prejudiciais.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Resenha: Assassin's Creed - Revelações


Hoje vai ser em dose dupla. Essa é a vez de eu finalmente terminar a coleção do Assassin's Creed, com o último titulo da série lançado no brasil até o momento: Revelações.

"Quando eu era jovem, tinha liberdade, mas não a via; tinha tempo, mas não o conhecia; e tinha amor, mas não o sentia. Muitas décadas se passariam até eu entender o significado dos três."

Quis começar por essa frase pois ela resume bem o clima do jogo, Ezio já não é mais jovem, o tempo o atingiu, porém, ainda sim é um grande guerreiro e sua idade é compensada pela sua experiência, e o temor que ele, através de sua reputação, coloca em seus adversários. Sua missão ocorrerá em sua maior parte na cidade de Constantinopla, hoje conhecida como Istambul, na Turquia. O livro te faz sentir-se lá, junto com os insistentes comerciantes, os Templários e Assassinos, suas paisagens e tudo mais. 

Esse é, provavelmente, o livro mais bem escrito de toda a coleção, detalhista, rápido e gostoso de ser ler em todos os momentos, no começo, o livro chega a ser pesado, pois mistura-se inúmeros locais e caravelas, porém conforme você vai lendo e pegando o jeito da leitura, ele te impressiona pela quantidade de informação e pela complexidade dos acontecimentos. Isso só confirma o que eu já desconfiava, o Renegado, que é o pior livro da coleção, foi feito nas coxas, passando por cima de tudo e extremamente superficial.

Ezio está em busca de uma biblioteca deixada por Altair, mestre da Ordem que viveu séculos antes de Ezio. Porém para ter acesso a esta biblioteca ele precisa de cinco chaves, que estão espalhadas pela Constantinopla. E você o acompanhará nessa jornada.

Não quero dar muitos detalhes, porém ele se envolverá com o Império Otomano e com uma linda mulher; acho que isso deu ao livro um toque especial em relação aos demais de Ezio, entretanto alguns personagens conhecidos dos outros livros vão quase desaparecer neste, dando espaço a novos e tão bons quanto os antigos.

O final desse livro, em que você entende que será o último livro de Ezio, faz com que você se sinta extremamente triste, eu pelo menos, que acompanhei a série tanto nos livros quanto nos jogos, fiquei abalado com o final, ao mesmo tempo em que fiquei feliz por ele.

A qualidade física do livro é excelente, tanto a capa quanto a fonte, ou mesmo a ausência de erros gramaticais te fazem imergir ainda mais no livro.

Poderia passar horas escrevendo sobre ele, mas sinceramente, quero que vocês o sintam, o apreciem, e o vejam como o último, o melhor e o mais épico de todos. Terminou a coleção com chave de ouro!

Recomendado!

Assassin's Creed: Revelações, Oliver Bowden, Editora Galera Record, 391 páginas.

Resenha: The Walking Dead - O Caminho Para Woodbury



NÃO LEIA ESTA RESENHA SE VOCÊ NÃO LEU O PRIMEIRO LIVRO!

Volto depois de quase dois meses com mais uma resenha, a sequência do primeiro livro do TWD.

Faz um tempo que terminei de lê-lo, portanto me esforçarei pra lembrar todos os detalhes do que venho comentar aqui.

Phillip Blake, assume o controle de Woodbury, ele está dividido entre sua dupla personalidade, tentando lutar contra si próprio. A insanidade já caiu nele. Acabou virando um ditador sem escrúpulos e sem pesar as consequências de suas ações. Criou um verdadeiro muro contra a guerra com os zumbis, porém o pior é o que acontece dentro desses muros.

Enquanto isso, Lilly Caul e seu grupo vivem em acampamentos inseguros e que são verdadeiras iscas para atrair zumbis, ela é o tipo de mulher covarde, insegura, presa ao passado e que necessita de proteção. No decorrer da estória, você a acompanha indo em busca de um lugar seguro, onde os pilares da sociedade se mantêm em pé. Sua personalidade chega a incomodar em certos momentos, horas que você acha que ela deveria agir e fazer algo, ela se recolhe e acovarda. Ao mesmo tempo, em certos momentos ela te surpreende e você chega a entender o porquê de ela ser assim.

Você tenta entrar na estória e mudar as coisas, e isso é simplesmente fantástico! Você quer ajudar algumas pessoas, quer matar outras e luta pra aceitar outras. Isso é algo que se vê em poucos livros, poucos tem personagens tão marcantes como esse.

O livro tenta mostrar o surgimento desta pequena sociedade, Woodbury, onde a sociedade como era antes da praga tem seus valores invertidos, uma verdadeira ditadura, em que a injustiça corre solta. Empresários e pessoas consideradas "importantes" agora são inúteis, já que não tem onde exercerem suas funções. Os bens de consumo são trocados via escambo, em que o pagamento é em horas de trabalho ou algum item de valor. E tudo isso deve ser feito em um lugar cercado por muros e mortos-vivos.

Apesar te no geral ser bom, o final é decepcionante, simples e nem chega perto do final do primeiro.

É um livro simples de ler, rápido e sem muitos detalhes, é capaz de te tocar em alguns momentos e te levar a refletir sobre nossa atual sociedade. Apesar de ter achado o primeiro mais marcante e impressionante, esse não deixa a desejar e é um ótimo livro para se passar as horas.

RECOMENDO!

The Walking Dead - O Caminho para Woodbury, Robert Kirkman e Jay Bonansinga, Editora Galera, 331 páginas.