Esse livro continua a luta de Ezio pela vingança da morte de seus familiares e agora, acima de tudo, a defesa do Credo e da liberdade que é oprimida pelos Templários e principalmente pelos Borgia.
Agora Cesare Borgia passa a ser o verdadeiro problema de Ezio e de seu Credo, um homem sem escrúpulos que faz qualquer coisa por poder e liderança, um verdadeiro psicopata, seus únicos sentimentos são pela sua irmã, Lucrécia Borgia, que se aproveita - inclusive comete incesto. Sim, com a irmã! - isso não é nem de longe um Spoiler, percebe-se isso desde as primeiras páginas do livro.
Ezio Auditore já é considerado um dos mais habilidosos de sua Irmandade, um guerreiro cuja as habilidades são difíceis de ser comparadas com qualquer outra pessoa da Itália e talvez do Mundo. Agora, que sua vida está dedicada apenas e somente para o Credo e proteção de sua Mãe e Irmã está cada vez mais próximo de conseguir a paz, exterminando os Borgia e seus aliados.
Sua obsessão por caçar Cesare é tão intensa que mesmo depois que seu rival é preso ele não consegue descansar, não consegue pelo simples fato de que ainda existem muitas pessoas dedicadas em soltá-lo, os Templários não irão dar trégua até conseguir tudo para eles, e claro a morte de Ezio.
Diferente do primeiro livro que é uma sopa de cidades e locais, esse se passa basicamente em Roma, o que é um ponto negativo, apesar de que consegui ter uma visão muito boa da época e da cidade, coisa que achei que o primeiro não era tão bom.
Nicolau Maquiavel está bastante participativo, um dos principais integrantes do Credo, um homem duro e frio, mas que entende de politica como nenhum outro, um dos, se não o maior aliado de Ezio nessa empreitada pela liberdade do povo, que é injuriado pelos Borgia e os Templários.
No entanto o gênio Leonardo Da Vinci, pelo menos no começo aparece muito pouco, sem grande participação, porém no final e um dos grandes ajudantes na luta de Ezio.
Esse livro segue o estilo do outro, com uma linguagem simples e direta, sem palavras complicadas, conta a estória de seu personagem principal, aliados e rivais. O livro é um pouco maior que o outro, e também um pouco menos acelerado, o que é bom, porém tendo momentos que você torce para o livro acabar, já que fica em uma enrolação bem chata, estou falando especificamente do capítulo II e III. Uma pena, Oliver tinha chances de ter cortado um pouco a repetição de eventos e ter feito algo mais simples.
Uma vantagem desse livro sobre o outro é que a partir do capítulo II a estória é inédita, pelo menos grande parte dela não apareceu no jogo. Mas foi exatamente nessa parte que o livro começa a decair, então não sei se foi uma vantagem.
Inclusive, como já havia comentado, uma coisa que desestimula a leitura é o fato de Ezio ser uma espécie de super-herói. Não existe um número de humanos capazes de matá-lo, o cara é imparável, pode ser equiparado a um Chuck Norris da Renascença (tá bom, nada se compara ao Chuck Norris). Essas partes são bem fracas pois se ao menos desse uma explicação detalhada e cabível de como Ezio matava uma grande quantidade de inimigos de uma vez só, mas pelo contrário as descrições nessas partes são fraquíssimas.
Ezio é um homem de quarenta e poucos anos - o que piora ainda mais o fato de sua indestrutibilidade, já que não é mais um mocinho - meio melancólico com o fato de ter "perdido" sua vida tentando incessantemente lutar contra os Templários, ainda mais quando o assunto é a mulher que gosta, Caterina Sforza, que praticamente (literalmente) o usou.
Pra quem pretende ler posso falar que é um bom livro, tem uma leitura ágil, fácil, perfeito pra quem está começando no mundo da leitura, espere momentos de ação intensos, mas espere alguns momentos que você pensará: até quando vai ficar nisso?
Melhor que o primeiro em alguns aspectos, mas pior em outros, de qualquer forma analisando no geral ele merece uma atenção um pouco maior, já que agora é um trama maior e mais desenvolvido. Acho que teve algumas incoerências envolvendo alguns dos personagens que de existiram de verdade, não posso falar sobre isso porque seria um Spoiler, mas acho que as atitudes deles não batem com o caráter que eles apresentam nos livros de história e em sua obras.
De forma geral, apesar dos pesares, recomendo!
Aguardem que amanhã postarei sobre o melhor livro dos três primeiros, uma verdadeira obra de arte se comparado com esses dois primeiros. Assassin's Creed: A Cruzada Secreta.

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