terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Resenha: Assassin's Creed: Renascença


Venho comentar do primeiro livro que li por vontade própria, do historiador Oliver Bowden. Tem uma linguagem extremamente simples, mesmo pra quem não conhece muitas palavras é possível lê-lo sem nem tocar em um dicionário, achei isso muito bom pra quem quer se introduzir na leitura de livros de forma amigável e simples pra depois ir se aprofundando mais.

O livro não tem uma grande quantidade de personagens, são simples e fáceis, algo interessante de se comentar sobre isso é como o autor consegue mesclar o real e o fictício, Ezio Auditore, que é o protagonista nunca existiu (obviamente), no entanto ele interage com pessoas como Leonardo Da Vinci, Nicolau Maquiavel e tantos outros de forma convincente, ou seja, como se tudo realmente tivesse acontecido.

Ezio Auditore, é filho de um homem rico que participa de uma Irmandade, um Credo, que ele desconhecia, devido a assuntos relacionados com isso, seu pai e dois irmãos são mortos de forma injusta, acusados por traição. Sendo assim ele luta cegamente por vingança, e acaba descobrindo toda uma conspiração e vê que a morte de parte de sua família é muito mais complicada do que ele pensa. Ele era apenas um jovem que se contentava em arrumar umas briguinhas pela cidade, pegar umas garotas, mas de repente vê seu mundo de pernas para o ar, e começa num intenso treinamento, movido por vingança e ódio. Portanto você vê toda a evolução do personagem, desde quando ele era um adolescente até se tornar uma assassino mortal.

Nesse caminho ele encontra Leonardo Da Vinci, que no livro é amigo de sua mãe, e que ajuda Ezio na decodificação de páginas do Codex (antigos documentos com informações sobre o Credo) além da fabricação de suas armas (lâmina oculta, lâmina dupla, etc), além de se tornar um grande amigo e aliado de Ezio.

Maquiavel faz parte do Credo e participa da estória basicamente ajudando o Credo, sendo bem menos participativo que Leonardo.

Rodrigo Borgia é o antagonista, o cara mau. Ele tinha um jeito particularmente mal, atitude maldosas e amigos maldosos, ou seja, era realmente um cara bem ruim, extremamente ambicioso e líder dos Templários. Almejava a morte sobre todos os que se opunham à ele, tinha muito dinheiro e tinha aliados fiéis  e de grandíssima influência. 

Mario Auditore é o tio de Ezio que também o ajuda dando-o apoio e conforto, além de ser o líder do Credo.

Além de alguns outros que não tem tanta relevância para serem comentados nesse post...

Pra quem já jogou o jogo Assassin's Creed II esse livro pode ser um tanto quanto repetitivo, pelo motivo de ser apenas uma transcrição do jogo, tudo que você joga você lê, sem por nem tirar.

Aproveitando, o livro é ambientado no Período Renascentista (orly), na Itália, viajará por cidades como Florença (onde se inicia tudo), Veneza, Roma entre outras. Mas toda a ambientação é colocada de forma simples, sem palavras e expressões complicadas, acho que se Oliver colocasse mais coisas que descrevessem a paisagem, o vento, os sons, seria melhor, porém dá pro gasto o que ele coloca.

É um livro onde você achará muitas batalhas sangrentas, mas chega um ponto que fica extremamente exagerado, Ezio sozinho matou muita gente, mas muita gente mesmo, sempre dava um jeito, para vocês terem uma ideia, no segundo livro da série ele e Maquiavel matam, sozinhos, 12 caras ao mesmo tempo! São nesses momentos que dá vontade de jogar o livro fora, porque além de tudo as batalhas não são nem um pouco detalhadas, algumas mais outras menos, essas são as menos e que pegam boa parte do livro: "Ezio encontrou mais dois homens no corredor, eliminando-os com a agilidade de um gato, e seguindo adiante..." Claro que outras são mais detalhadas, mas mesmo assim fica com aquela sensação de "Como tudo isso é possível?" 

O Trama, os acontecimentos em si não são o ponto forte, até te envolve mas nada que você fique grudado, talvez foi porque eu joguei ele antes, então sabia tudo, ou talvez porque ele simplesmente é assim e é intensificado por essa sensação do Ezio ter superpoderes, essas partes realmente são o ponto fraco do livro. Ele te envolve pela ambientação, pelo Ezio, que é muito cativante e também pelo Leonardo e Maquiavel, que acaba te interessando por eles terem existido de verdade.

De forma simples, o livro é excelente pra quem está começando a ler, ou começou há pouco tempo, ele dá um boa sensação de continuidade - que as vezes acaba até acelerando demais - e leveza - simples e direto - , mas se você já tiver uma boa experiência com leitura provavelmente achará o vocabulário repetitivo e os cenários e batalhas sem muitas descrições. o que acaba ceifando a experiência com o livro.

É um livro regular, para experientes, mas excelente pra quem, como eu, estava começando a ler livros.

Recomendado!

Em breve postarei sobre o segundo livro, Irmandade.

Abraços!

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