Vamos hoje para mais uma resenha, fiquei um tempo sem postar pois estava entretido com outros afazeres mas agora estou voltando a organizar meu tempo e espero poder me dedicar um pouco mais aos meus dois blogs.
Há um bom tempo que estou prometendo essa resenha, terminei de ler o livro no começo de Janeiro e já devo ter lido uns cinco livros de lá pra cá, mas vou fazer um esforço pra lembar alguns detalhes importantes.
William P. Young que fez o belo A Cabana, está de volta no livro A Travessia, que é muito bom em alguns sentidos mas perde de seu irmão mais velho em outros. Claro que a opinião quanto a um livro é bem subjetiva, ainda mais de um livro de cunho religioso e pessoal como esses.
A Cabana foi magistral em todos os sentidos, com personagens empolgantes e frases que independentemente de sua crença ou religião (no meu caso descrença) fazem você refletir sobre as pessoas e o amor que algumas vezes nos cercam.
A Travessia é tão bom quanto, portanto vamos falar sobre ele:
Anthony Spencer é um multimilionário excêntrico e egocêntrico que é órfão desde pequeno e não fala com o irmão há muito tempo, sofre um aneurisma e fica em estado de coma. Durante esse período ele é transportado para um mundo surreal e conhece Jesus e uma idosa que seria o Espírito Santo além de Jack (que é real e revelado apenas na "Nota ao Leitor") . Nesse momento apesar de ficar completamente incrédulo ele começa a ver os erros de sua vida superficial e mesquinha e confiar no que Jesus e o Espírito Santo lhe diziam.
Jesus lhe dá a chance de curar qualquer pessoa e ele volta para a Terra nessa jornada de redescobrimento de si mesmo e da vida.
Na volta de Tony a Terra, ele entra na cabeça de um garoto com Sindrome de Down e isso torna a narrativa muito interessante (uma perspectiva diferente de nossa vida), assim como quando ele entra em uma mulher que está apaixonada (que é engraçado do começo ao fim). Mas vale destacar que a estória do garoto que não é tão EStória assim, realmente você fica comovido quando sabe sobre o garoto na Nota ao Leitor.
Falando um pouco mais de Tony, ele se sente completamente amargurado com Deus, mas o porquê vocês podem até achar em outra resenha, mas prefiro não entrar em detalhes para não acabar tirando o prazer e o impacto da leitura. Fazendo uma análise mais crítica do personagem, ele não é carismático ou até mesmo fácil de sentir empatia como foi Mack de A Cabana, principalmente no começo do livro em que meu sentimento para com Tony foi de, no máximo, desprezo. Mas isso não torna a leitura ruim, pois conforme você vai evoluindo as coisas vão se explicando e ficando claras, além da evolução natural do caráter do personagem, você o perdoa e deseja tudo de bom pra ele no final...
Um ponto negativo que quase esqueci de citar é que logo no começo do livro eu já sabia a pessoa que ele curaria, o livro deixa simplesmente na cara isso e só não vê quem não está prestando atenção! Pisou na bola William!
A partir disso já dá pra ter uma ideia do que o livro propõe, com uma leitura simples, dinâmica e instigante o leitor fica angustiado, triste, feliz e na pele de Tony. Tocante em muitas partes e engraçado em outras é um livro excelente, apesar de não ser tão complexo como seu irmão mais velho e não ter diálogos tão bonitos e metafóricos, não deixa de passar uma boa mensagem.
RECOMENDADO!
A Travessia, William P. Young, Editora Sextante, 240 páginas.

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