terça-feira, 5 de março de 2013

Resenha: O Pistoleiro


Retornando com mais uma postagem, desta vez do Stephen King, com O Pistoleiro.

Esse livro é uma mistura interessante de amor e tédio. Logo na introdução, Stephen fala para os leitores fazerem o sacrifício (não lembro exatamente se esse era o termo) de ler O Pistoleiro, pois é nos outros que a estória começa a correr. Não li os outros seis livros, mas considerando o tamanho deles espero que ele esteja falando a verdade.

O livro é inspirado na mistura de vários temas, entre eles o universo imaginário de J.R.R. Tolkien, num poema do século XIX, referências à cultura pop, às lendas arturianas e ao faroeste. Posso dizer que essa última característica foi a que mais me atraiu, vejo que esse tema tem um gigantesco potencial mas é muito pouco explorado aqui no Brasil, com exceção do livro do Billy The Kid não conheço nenhum outro que use o tema como foco principal.

Lendo as resenhas de outros blogs, fiquei impressionado com a quantidade de spoilers que são arremessados, acabando com boa parte das surpresas, por isso tentarei citar somente a superfície do livro,  sem falar de situações muito específicas. Pois essa é uma resenha e não um resumo!

O Pistoleiro é o primeiro e menor dos sete livros que compõe a estória do pistoleiro em busca de um objeto mítico. A estória do livro inteiro se passa basicamente na busca incessante e até obsessiva de Roland de Gilead, o último pistoleiro, pelo Homem de Preto, um ser que ele não sabia exatamente se era humano, mortal ou mistico. Ele acredita que somente o Homem de Preto tem a resposta de como achar A Torre Negra, lugar que controla o tempo e o espaço.

Os ambientes do livro são muito bem descritos, com atenção em cada detalhe. Pra quem gosta de climas pós-apocalípticos e de faroeste é um prato cheio, já que é muito bem explorado. Outra coisa que chama a atenção neste livro são os constantes flashbacks do pistoleiro, em que parte de seu obscuro passado é contado e isso dá um toque especial ao livro.

Vamos falar um pouco da impressão que o livro te dá. Tem horas em que sua curiosidade bate o limite, querendo descobrir sobre tudo o que acontece nesse mundo fantasioso, no entanto teve alguns momentos, principalmente no final em que o livro começa a pesar um pouco, é como se a estória travasse e virasse completamente monótona. Isso não faz a leitura não valer a pena, mas quebra parte de seu encanto.

Entender os sentimentos, os vínculos, a moral contraditória, as vezes cruel, as vezes ríspida e como citado por Stephen, "a do cara que arruma quadros tortos num quarto de hotel", nos ajuda a entender o que passa em sua cabeça, e desperta uma curiosidade até inesperada sobre o próprio mundo dele como também o de sua vida.

Esse primeiro volume vale a pena ler, e se os outros são melhores, vale mais ainda. Você viajará para um lugar completamente novo e fantástico, com momentos que te geram uma curiosidade gigante e outro que te fazem quase parar de ler, mas a vontade de descobrir sobre Roland não te faz parar...

RECOMENDADO!

O Pistoleiro, Stephen King, Editora Suma de Letras, 221 páginas.

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